Site NetCartas

Série NetCartas: Canastra, o jogo do vocabulário próprio

 

Canastra

Originária do Uruguai, a Canastra se espalhou pelo mundo na década de 1950, transformando-se em um dos jogos mais populares em toda parte. Para jogá-la bem é essencial ter boa memória, para lembrar as cartas que já foram jogadas, e agilidade mental, para avaliar as próprias cartas e as do adversário, com objetivo de optar pela melhor combinação possível.

Nem Buraco nem Tranca

Semelhante aos populares Buraco e sua variação Tranca, a Canastra tem seu próprio conjunto de particularidades. Entre elas, um vasto vocabulário específico, como os termos “bagaço” (o mesmo que pilha de descarte ou “lixo), “canastrão” (cinco canastras), “honras” (os “3” vermelho) e “relancinho” (batida na primeira vez de jogar). Jogadores de Canastra formam um clube muito especial!

O baralho e as combinações

A Canastra é jogada com dois baralhos ingleses completos, inclusive os coringas, num total de 108 cartas. Não existem sequências: os jogos são formados apenas por cartas do mesmo índice (quatros, setes, valetes etc.). É a oposição total em relação ao Buraco e à Tranca, no qual os coringas são descartados e as sequências valem pontos. O jogo de sete cartas do mesmo índice é chamado “canastra”.

Na Canastra os naipes são irrelevantes, salvo pelos “3” vermelhos, que veremos mais abaixo.

O papel dos coringas

Como ocorre no Buraco e na Tranca, as cartas “2” também são todas coringas. Mas como os coringas tradicionais também estão em jogo, na Canastra existem 50% a mais deles (12 contra 8).

Isto leva à necessidade de limitar o uso de coringas em cada combinação: esse número deve ser menor que o de cartas “autênticas”. Portanto, são admitidos no máximo um coringa em combinações de três cartas, dois para quatro ou cinco cartas, e três para uma combinação de seis cartas ou uma canastra. Os coringas tradicionais valem mais pontos que as cartas “2”, mas naturalmente as combinações “limpas” (sem coringas) valem ainda mais.

Agora, às honras

Os “3” vermelhos (isto é, de copas e de ouros) têm um papel especial. São “gases nobres” – não se misturam. O jogador que receber um “3” vermelho na mão inicial deve botá-lo na mesa imediatamente, comprando outra carta no lugar. Já quem sacar do monte ou comprar uma “honra” do bagaço não tem direito a reposição. Cada “3” vermelho aberto na mesa vale 100 pontos, mas se uma dupla tiver quatro, eles dobram de valor, passando a valer 800 pontos.

Os números importam

No Buraco e na Tranca, a ênfase está em formar sequências longas, e como os naipes são irrelevantes, todas as cartas são basicamente iguais. Na Canastra, não. As sequências de ases valem muito pontos (20 por cada ás), e as de cartas altas idem (10 pontos pelas cartas do oito ao rei). Já as cartas baixas (do quatro ao sete) valem apenas 5 pontos cada. Isto adiciona uma grande dimensão à interação entre adversários, já que não apenas é necessário impedir os oponentes de formar os jogos que eles querem, como é fundamental competir para ficar com cartas mais altas que as deles!

A Canastra tem ainda várias premiações extras, como 500 pontos pela formação de um canastrão (cinco canastras) e 2 mil pontos pela “canastra de canastras”, um conjunto de sete canastras.

E aí, vontade de jogar baralho? Jogue grátis agora mesmo no NetCartas!  

 

COMPARTILHE

Pesquisar

Facebook NetCartas

Google Plus NetCartas